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Colesterol: novos limites variam conforme o risco de eventos cardiovasculares

Colesterol: novos limites variam conforme o risco de eventos cardiovasculares

Entenda as novas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia


Neste ultimo final de semana aconteceu no Rio de Janeiro o Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia. 
Esse congresso é muito esperado pelo lançamento das novas diretrizes, que são orientações criadas em consenso por especialistas na área para guiar o tratamento de diversas doenças. 
A mais esperada foi a V diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção de Aterosclerose, que já é anunciada há muito tempo e ainda não tinha sido lançada. 
Mas a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) já adiantou os pontos chave e o enfoque das novas orientações, que estão voltadas para prevenção e estratificação de risco em pessoas comuns, não afetadas pelas doenças.

No limite!

O primeiro passo é a avaliação do risco. Isso é feito por meio de escores, que somam pontos baseados no exame físico e historia do paciente. As pontuações foram divididas entre alto risco, baixo risco e risco intermediário:
Lembre-se: o cuidado preventivo é a chave para uma vida longa e saudável
  • Alto risco: pessoas com doença aterosclerótica (infarto, acidente vascular cerebral, obstrução arterial, claudicação intermitente), cirurgia de revascularização prévia, diabetes, doença renal crônica e hipercolesterolemia familiar.
  • Baixo risco: pessoas que tem uma probabilidade menor que 5% em dez anos de acontecer um evento cardiovascular. Aqueles considerados de baixo risco, mas que tenham parentes de primeiro grau com doença prematura, passam a ser considerados de risco intermediário.
  • Risco intermediário: mulheres com 5 e 10% de chances de sofrer um evento cardiovascular em dez anos e homens que tenham de 5 a 20% de probabilidade.
Dentro disso, a presença de fatores agravantes automaticamente torna o risco mais elevado. Esses fatores podem ser encontrados em exames de imagem (ultrassonografia das carótidas, ecocardiograma e tomografia de coração), exames laboratoriais (sangue e urina) e medidas clínicas. Depois da avaliação, o tratamento é adequado ao risco da pessoa. Quanto maior o risco, mais agressivo o tratamento.

E o colesterol?

O principal foco do tratamento para diminuir o risco de doenças cardiovasculares é o colesterol  LDL, que está diretamente relacionado a eventos cardíacos - quanto mais alta a taxa, maior o risco de complicações. 
O colesterol LDL responde relativamente pouco a mudanças de estilo de vida (que não devem ser abandonadas, já que essas medidas em si já reduzem o risco cardíaco independente da contagem de colesterol). 
Então, dieta e remédios são mais eficazes na redução dessa substância no organismo. 
Pensando na relação entre colesterol alto e eventos cardiovasculares, as novas diretrizes apresentam diferenças nos limites de colesterol entre pessoas com diferentes riscos:
  • Pacientes de alto risco: LDL abaixo de 70 mg/dL
  • Pacientes de risco intermediário: LDL abaixo de 100 mg/dL
  • Pacientes com baixo risco devem ter seus limites de colesterol individualizados pelo médico.
Além do colesterol, o nível de triglicerídeos no sangue também é determinante no risco cardíaco. No entanto, ao contrário do primeiro, esse responde muito bem à dieta e pratica de exercícios para ter as taxas controladas, sendo rara a necessidade de associação de remédios. Por isso lembre-se: o cuidado preventivo é a chave para uma vida longa e saudável.

http://www.minhavida.com.br/saude/materias/16874-colesterol-novos-limites-variam-conforme-o-risco-de-eventos-cardiovasculares?utm_source=news_mv&utm_medium=ciclos&utm_campaign=colesterol

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40 dicas para voltar ao peso ideal

40 dicas para voltar ao peso ideal

Quase metade dos brasileiros está acima do peso, mas é possível reduzir esse número com hábitos saudáveis

    


Dados da pesquisa divulgados nesta terça-feira (10) pelo Ministério da Saúde mostram que quase metade dos brasileiros está acima do peso. A proporção de pessoas acima do peso no Brasil avançou de 42,7%, em 2006, para 48,5%, em 2011. No mesmo período, o percentual de pessoas com obesidade subiu de 11,4% para 15,8%. Para fugir dessa armadilha perigosa à sua saúde, a nutricionista Roberta Stella reuniu todos os truques para fazer o ponteiro da balança voltar ao normal sem que você passe fome:

1) Nada de se desesperar: esqueça as dietas muito restritivas ou que prometem um grande emagrecimento em um período pequeno de tempo. Em longo prazo, o resultado é desastroso.

2) Comece fazendo um diário com os alimentos que você ingere todos os dias. Você perceberá os erros e se corrigirá sozinho. Essa mesma pesquisa do Ministério da Saúde divulgou que a presença de feijão e hortaliças na mesa das famílias brasileiras diminuiu, ao passo que o consumo de gordura aumentou.
3) Estabeleça uma rotina alimentar.
4) Estipule cinco refeições por dia, com horários para que elas aconteçam. E cumpra.

5) Analise os rótulos dos alimentos. Muitas vezes, os alimentos light contêm uma pequena diferença na quantidade calórica, que nem compensa a troca.

6) Prefira os alimentos integrais. Eles contêm mais nutrientes e fibras, que fazem um bem danado para o seu organismo.

7) Opte por leites e derivados desnatados. A menor quantidade de gordura significa menos colesterol e calorias na sua alimentação.

8) Cuidado com os embutidos (mortadela, salame, presunto). Eles carregam uma quantidade considerável de gordura, colesterol e sódio.

9) Escolha embutidos com menor quantidade de gordura como, por exemplo, o peito de peru.

10) Não fique mais do que 4 horas sem se alimentar.

11) Faça lanchinhos entre as refeições, hábito essencial para uma alimentação saudável.

12) Para esses lanches, opte por alimentos fáceis de serem obtidos e carregados na bolsa, como iogurte, barrinha de cereais, frutas e bolacha salgada.

13) Coma pelo menos 2 frutas por dia.

14) Consuma as frutas (maçã, pera, uva) com casca.  
 
Frutas
 
15) Saladas e legumes devem fazer parte da sua alimentação diária.

16) Evite preparações altamente calóricas como gratinadas, fritas, à parmegiana, à milanesa e quatro queijos.

17) Tempere as saladas com suco de limão e vinagre.

18) O azeite tem gorduras boas para o coração. Mas isso não quer dizer que ele não seja calórico. Se a intenção é emagrecer, use com muita moderação.

19) Doces devem ser evitados, principalmente bolos recheados, tortas, bomba de chocolate.

20) Prefira os sanduíches naturais aos oferecidos pelos fast-foods.

21) Atum e sardinha em conserva são ótimos para uma salada ou um sanduíche. Mas lembre-se: utilize a versão light, conservada em água, não em óleo.

22) Prefira as carnes menos calóricas, como peixe, frango e cortes magros de carne bovina.

23) Retire a pele do frango.

24) Cuidado com os molhos à base de maionese para temperar saladas.  
25) Prefiras os picolés ao sorvete de massa.

26) Sucos naturais são uma ótima pedida para se refrescar.

27) Você pode contar com a água de coco para se hidratar, mas atente à quantidade. Por ser calórica, a bebida não pode ser consumida livremente. Um copo pequeno (200 mL) apresenta 40 calorias. Consuma somente um coco por dia e beba muita água mineral.

28) Evite bebidas gaseificadas, mesmo as que não contêm calorias, como água e refrigerantes light.

29) Durante a refeição, beba somente um copo pequeno (200 mL) de líquidos. Assim a digestão não ficará prejudicada.

30) Um grama de álcool tem 9 calorias. Já um grama de carboidratos ou proteínas contém apenas 4 calorias: ou seja, aquele copinho de cerveja engorda bem mais do que um pedaço de pão. Portanto, evite as bebidas alcoólicas se o objetivo é emagrecer.

31) Se for a um barzinho, evite os petiscos fritos, amendoins e castanhas de caju.

32) Não vá ao supermercado com fome. Isso somente fará com que não resista quando passar pela gôndola de doces e salgadinhos.

33) Beba muita água, pelo menos, 2 litros por dia.

34) Cuidado com o café. Beba, no máximo, 4 xícaras por dia, (descafeinado).  
35) Inicie a refeição com um prato grande de saladas (folhas e legumes cozidos).

36) Se exagerar em algum dia, não desista. Recomece novamente no dia seguinte.

37) Dê preferência a alimentos ricos em água e de baixo valor calórico, como frutas, legumes e verduras. Você poderá consumir um volume maior desses alimentos, comparando com aqueles ricos em calorias.

38) Evite fazer a última refeição do dia perto da hora de se deitar. Para não prejudicar a digestão dos alimentos e o sono, faça o jantar, pelo menos, uma hora e meia antes de ir para a cama.

39) Boa notícia para quem é fã de lanchonetes: as grandes redes de sanduíches já possuem opções saudáveis. Entre elas, destacam-se salada, água de coco e frutas.

40) Não encare a dieta como punição. Afinal, a reestruturação alimentar garante um corpo mais bonito e saudável. A dieta nada mais é que um presente que você dá a si mesmo. Mantenha as atitudes positivas ao longo do emagrecimento.
 

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Soja: o grão que diminui os efeitos da menopausa

Soja: o grão que diminui os efeitos da menopausa

Rica em proteínas, ela ainda reduz o colesterol e evita a perda de massa óssea

Por Bruna Stuppiello
              


Soja ajuda a reduzir os efeitos da menopausa
A soja é um grão rico em proteínas cujo cultivo começou na Ásia há mais de cinco mil anos. A planta passou a ser explorada comercialmente no Ocidente apenas na segunda década do século vinte nos Estados Unidos. 
No Brasil, o cultivo do grão passou a ser estimulado em meados dos anos 1950 por ser a melhor alternativa de verão para suceder o trigo, cultivado no inverno. Atualmente, o país produz cerca de 75 milhões de toneladas de soja. A soja proporciona diversos benefícios para a saúde. O grão auxilia na redução dos níveis do colesterol ruim, o LDL, e ajuda a elevar os níveis de HDL, o colesterol bom. O alimento também possui isoflavonas, substâncias que ajudam a atenuar os efeitos da menopausa e evitar a perda de massa óssea. 

Os tipos de soja

A soja possui diversas variações, a mais famosa e cultivada é a amarela. Há outras duas versões que também são conhecidas e proporcionam benefícios para a saúde. São elas: edamame e soja preta. 
A soja preta não só possui os mesmo benefícios da versão amarela como também conta com outros pontos positivos. O grão ajuda a emagrecer de acordo com um estudo da Universidade Católica da Coréia do Sul isto porque as antocianinas, fitoquímicos que proporcionam o pigmento escuro à soja preta, são capazes de agir nas células que armazenam gorduras em nosso corpo e favorecer a perda de peso. Este grão ainda possui cinco a sete vezes mais antioxidantes, chamados fitoesterois, do que a amarela. O pigmento preto que reveste esta soja forma uma espécie de casca em torno do grão o que ajuda a conservar melhor os seus nutrientes. 
O edamame é a soja com os grãos ainda imaturos. Ela é interessante para a saúde por ser rica em proteínas, minerais e vitaminas A e C. Porém, o alimento possui baixa quantidade de isoflavonas. 

Principais nutrientes da soja

Nutrientes (100 gramas de grão)Soja amarela crua -100 g (uma porção)Soja amarela cozida -100g (uma porção)
Calorias446 kcal173 kcal
Proteínas36,49 g16,64 g
Gorduras totais19,94 g8,97 g
Gorduras saturadas2,8 g1,3g
Gorduras monoinsaturadas 4,4 g1,98 g
Gorduras poli-insaturadas11,2 g5 g
Carboidratos30,16 g9,93 g
Cálcio277 mg102 mg
Potássio1797 mg515 mg
Ferro15,7 mg5,14 mg
Fósforo704 mg245 mg
Sódio2 mg1 mg
Zinco4,89 mg1,15mg
Magnésio280 mg86 mg
Vitamina K47 mcg19,2 mcg
Vitamina E0,85 mg0,35 mg
Vitamina C6,0 mg1,7 mg
Fibra9,3 g6 g
Fonte: Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Confira qual a porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes que a porção máxima recomendada, 100 gramas (uma concha), deste grão carrega:
*Valores Diários de referência para adultos com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kj. Seu valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.
A soja é rica em proteínas, nutriente que auxilia no crescimento de crianças, na formação e manutenção dos órgãos e na cicatrização. Assim, ela pode ser um bom substituto para a carne. Ela também é rica em fibras, por isso o seu consumo ajuda a melhorar o trânsito intestinal. 
 -73% das proteínas; 36% das gorduras; 13% das gorduras saturadas; 72% de vitamina K; 28% de cálcio; 112% de ferro; 101% de fósforo; 106% de magnésio; 70% de zinco; 37% das fibras.
Um dos principais destaques da composição da soja são as isoflavonas, um fitoquímico capaz de atenuar os sintomas da menopausa por participar da produção, do metabolismo e da ação dos hormônios sexuais. Em outras palavras, as isoflavonas atuam como um substituto do estrógeno (hormônio que sofre notável queda no período do climatério) e contribuem para a manutenção do equilíbrio hormonal. 
O fósforo, nutriente que auxilia na manutenção do cálcio nos ossos, também é muito presente neste grão. O grão ainda possui boa quantidade de vitamina K que é necessária para o mecanismo de coagulação sanguínea. 

Benefícios da soja

Atenua os efeitos da menopausa: O que caracteriza a menopausa é a queda dos hormônios estrogênio e progesterona, que costuma ocorrer entre os 45 e os 55 anos de idade. A soja pode ser uma grande aliada do equilíbrio hormonal, já que a estrutura das isoflavonas do alimento são semelhantes à do estrogênio. Assim, o consumo do grão pode funcionar como uma espécie de reposição hormonal para as mulheres que entram na menopausa ajudando a atenuar os problemas que ocorrem nesta fase.  
O consumo das isoflavonas presentes na soja diminui a intensidade e a frequência dos calores, da sudorese, das irritações e até da insônia, sintomas típicos do climatério. Três colheres de sopa de soja cozida ou uma fatia de tofu equivalem a 50 miligramas de isoflavonas, quantidade diária mínima para os efeitos desaparecerem. Porém, isto só pode ocorrer se os sintomas da paciente forem considerados leves. 
 
Protege a saúde dos ossos: Apesar da soja ser rica em cálcio, uma porção possui cerca de 28% das necessidade diárias do nutriente, mas não é isto que faz com que ela seja boa para os ossos. Pois, o grão possui ácido fítico composto que dificulta a absorção do cálcio. 
Os responsáveis por evitar a perda de massa óssea são as isoflavonas. Como elas têm efeito semelhante ao estrógeno vão proporcionar este benefício, especialmente durante a menopausa, fase em que os níveis deste hormônio feminino diminuem. 
É importante ressaltar que o consumo de soja não é uma garantia de que a mulher não sofrerá com a osteoporose, pois a perda da massa óssea também está muito ligada a questões genéticas.
 
Reduz o colesterol: A saúde do coração também se beneficia com o consumo do grão. Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) mostrou que a soja auxilia na redução dos níveis do colesterol ruim, o LDL, e no crescimento dos níveis de HDL, o colesterol bom. Isto ocorre porque o grão é rico em gorduras poli-insaturadas, principalmente o ômega 6. 
Devido a este benefício, outra pesquisa realizada pela USP concluiu que a soja pode ser uma alternativa no tratamento de reposição hormonal para mulheres que sofrem de problemas cardiovasculares. 
 
Previne o câncer de mama: O consumo de soja também está associado a um menor risco de câncer de mama em mulheres. Uma pesquisa realizada para o Japan Public Health Center Prospective Study on Cancer Cardiovascular Diseases e publicada no Journal of the National Cancer Institute da Universidade de Oxford no Reino Unido com 21852 mulheres concluiu que o consumo de soja diminui o risco de câncer devido às isoflavonas. Mulheres que ingeriram altas doses de isoflavonas tiveram aproximadamente metade do risco de desenvolver câncer de mama do que aquelas que ingeriram menores quantidades ao longo do estudo.  
 
Melhora o trânsito intestinal: Por ser rica em fibras, uma porção possui 37% das necessidades diárias deste nutriente, a soja ajuda a melhorar o trânsito intestinal, evitando problemas como a constipação e a prisão de ventre. 
 
Protege o pulmão: Uma pesquisa publicada no Journal of Clinical Oncology concluiu após estudo com 444 mulheres diagnosticadas com câncer de pulmão que consumir soja ajuda a melhorar a sobrevida de pacientes com esta doença. O motivo para isto seriam as isoflavonas que têm uma estrutura química semelhante ao estrógeno e podem ter um efeito anticâncer. 

Quantidade recomendada de soja

A recomendação do Ministério da Saúde é consumir uma quantidade diária máxima de uma concha de soja por dia, o equivalente a cerca de 100 gramas. Também é interessante não comer o alimento diariamente, procure restringir o consumo para três vezes por semana devido à alta quantidade de isoflavonas que, por terem efeito semelhante ao hormônio feminino, podem causar problemas quando ingeridas em excesso. A orientação vale tanto para homens quanto para mulheres. 

Como consumir a soja

 
A soja pode ser consumida de diversas maneiras
Existem diversas variações da soja, as principais formas em que ela pode ser consumida são como farinha, grão, tofu, óleo e soja texturizada. A melhor maneira de ingerir o alimento é como tofu, pois dessa forma os nutrientes da soja serão mais bem absorvidos pelo organismo. 
O grão e a farinha também são opções interessantes e ricas em nutrientes. Ao preparar o primeiro é interessante deixá-lo de molho na água entre 10 e 12 horas antes do consumo, pois assim é possível diminuir a quantidade de ácido fítico na soja. Este composto dificulta a absorção de alguns nutrientes presentes no alimento, como o cálcio, o ferro e o zinco. 
O leite de soja é uma boa alternativa, especialmente porque é enriquecido com cálcio durante a sua fabricação. O óleo de soja e a soja texturizada são alimentos empobrecidos em nutrientes em comparação as outras variedades do grão. 
 

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Os efeitos do alcool

  
 
 Os efeitos do álcool
  
 
Apesar de o álcool possuir grande aceitação social e seu consumo ser estimulado pela sociedade, este é uma droga psicotrópica que atua no sistema nervoso central, podendo causar dependência e mudança no comportamento.

Quando consumido em excesso, o álcool é visto como um problema de saúde, pois este excesso está inteiramente ligado a acidentes de trânsito, violência e alcoolismo (quadro de dependência).

Os efeitos do álcool são percebidos em dois períodos, um que estimula e outro que deprime. No primeiro período pode ocorrer euforia e desinibição. Já no segundo momento ocorre descontrole, falta de coordenação motora e sono. Os efeitos agudos do consumo do álcool são sentidos em órgãos como o fígado, coração, vasos e estômago.

Em caso de suspensão do consumo, pode ocorrer também a síndrome da abstinência, caracterizada por confusão mental, visões, ansiedade, tremores e convulsões.

Classificação dos tipos de bebedores e doses:

1.Bebedor Discreto ("bebedor social"): Ingere memos de 212 gramas de álcool por mês.

2.Bebedor Moderado: Ingere de 212 a 540 gramas / mês.

3.Bebedor Excessivo: Ingere mais de 540 gramas / mês. a. Doses até 99mg/dl: sensação de calor/rubor facial, prejuízo de julgamento, diminuição da inibição, coordenação reduzida e euforia;

b. Doses entre 100 e 199mg/dl: aumento do prejuízo do julgamento, humor instável, diminuição da atenção, diminuição dos reflexos e incoordenação motora;

c. Doses entre 200 e 299mg/dl:
fala arrastada, visão dupla, prejuízo de memória e da capacidade de concentração, diminuição de resposta a estímulos, vômitos;

d. Doses entre 300 e 399mg/dl: anestesia, lapsos de memória, sonolência;

e. Doses maiores de 400mg/dl: insuficiência respiratória, coma, morte.

Como o álcool ingerido chega até o cérebro ?
Quando ingerimos o etanol, ele é rapidamente absorvido no trato gastrointestinal, sendo uma quantidade substancial já absorvida ao nível do estômago. Atinge concentração sanguínea máxima em 1 hora e depois é oxidado no fígado por enzimas chamadas desidrogenases alcoólicas, transformando-se em aldeído acético. Ao atingir o sangue, circula até o sistema nervoso que inclui o cérebro, medula espinhal e nervos periféricos.

Qual a ação do álcool no cérebro?

O etanol possui ação puramente depressora sobre as células nervosas, diminuindo os impulsos nervosos. Pode causar efeitos mínimos quando a concentração sanguínea é mínima, em torno de 46 mg / 100 ml de sangue, pode levar ao coma com concentrações em torno de 300 mg / 100 ml e até mesmo à morte quando atinge concentrações em torno de 500 mg / 100 ml.

Se o álcool deprime o cérebro, porque quando bebemos, no início há desinibição, euforia?
Porque em pequenas quantidades o etanol inicialmente possui efeito depressor sobre os neurônios dopaminérgicos do sistema límbico ( região do cérebro responsável por nossos sentimentos e emoções). Esses neurônios inibem algumas de nossos sentimentos e emoções e portanto ação depressora do álcool sobre neurônios inibitórios leva à excitação, desinibição, euforia. Ao continuar ingerindo álcool o mesmo atinge também outras áreas do cérebro, com ação predominantemente excitatória e a partir daí começa haver inibição, sonolência, torpor e até coma.

O álcool pode alterar os reflexos neurológicos e portanto levar à acidentes, caso a pessoa dirija após beber?
O álcool tem ação depressora sobre o cérebro e pode causar sonolência, desatenção, desconcentração e eventualmente desmaios o que pode acarretar tragédias no trânsito caso a pessoa dirija após ingestão de bebidas alcoólicas. Em um estudo realizado nos eua em motoristas urbanos, envolvidos ou não em acidentes de trânsito, concluiu-se que:
– com dosagens sanguíneas de 80 mg / 100 ml há aumento de 4 vezes na probabilidade de ocorrer acidentes;
– com dosagens de 150 mg / 100 ml há aumento de 25 vezes na chance de ocorrer acidentes.

No reino unido, por exemplo, é ilegal dirigir com uma concentração sanguínea de etanol superior à 80 mg / 100 ml.

Quais as complicações que o álcool pode causar no sistema nervoso?
As complicações podem ser de 2 tipos:
– as agudas: que são decorrentes da ingestão excessiva e isolada de álcool;
– as crônicas: decorrentes da ingestão excessiva e freqüente (diária) de álcool ao longo de meses ou anos.

Dentre as complicações agudas que ocorrem no snc, podemos destacar a chamada intoxicação alcoólica aguda, que clinicamente pode se manifestar como:
1) intoxicação patológica: é uma situação onde o indivíduo após ingerir bebida alcoólica torna-se irracionalmente furioso, violento, destrutivo.
2) "blackout": ocorre uma lacuna de memória em que o indivíduo não se lembra de eventos e ações ocorridas durante um período de bebedeira, durante o qual o seu estado de consciência parecia adequado.
3) coma: emergência médica onde o indivíduo pode apresentar insuficiência respiratória sendo necessário entubação e ventilação mecânica para evitar lesões cerebrais definitivas e seqüelas.

Quais são as complicações neurológicas decorrentes do alcoolismo crônico?

Abstinência alcoólica: inicia-se 6 a 24 h após a abstinência absoluta ou relativa da ingestão de álcool. Caracteriza-se por ansiedade, inquietação, irritabilidade, insônia, tremor, aumento da frequ~encia cardíaca, aumento da pressão arterial, aumento da transpiração corporal e da temperatura. No segundo ou terceiro dia há alucinação, desorientação no tempo e espaço, confusão, delírio, agitação, taquicardia, sudorese, hipertermia, caracterizando o "delirium tremens (d.t.)", que geralmente melhora após 3 ou 4 dias. Em casos mais graves pode haver distúrbios metabólicos, desidratação, convulsões e até mesmo óbito.

– Síndrome de Wernicke-Korsakoff: Caracteriza-se por desorientação, confusão, amnésia, dificuldade para deambular e confabulação. Pode iniciar-se de forma aguda (horas ou dias) e às vezes subaguda ( semanas), após a ingestão excessiva de álcool.

– Demência Alcoólica:
É um quadro de origem multifatorial (Efeito tóxico direto do etanol sobre os neurônios, traumatismo craniano, deficiência nutricional), mostrando sinais de lesão nos Lobos Frontais do cérebro e alterações da personalidade. Caracteriza-se por apatia, tendência à mentira, redução da capacidade de julgamento, perda do interesse pelo ambiente e pela sua aparência, perda das habilidades viso-espaciais e da memória.

– Miopatia: O alcoolismo é uma das causas mais comuns de lesão de células musculares esqueléticas e excreção de mioglobina (proteína existente nos músculos) pelos rins levando à uma miopatia que é caracterizada por dor intensa, câimbras musculares, necrose muscular. Pode ainda levar à lesões renais e insuficiência renal.

– Polineuropatia periférica: É o acomentimento de nervos periféricos, geralmente dos membros inferiores, causando dormência, diminuição da sensibilidade, sensação de choque, queimação, e até anestesia nos pés e mãos, podendo levar à lesões nestes órgãos por redução da sensibilidade táctil, térmica e dolorosa.

Essas lesões no snc são reversíveis caso haja interrupção da ingestão de álcool?

Depende do tipo, da extensão e do grau da lesão. A miopatia e a polineuropatia são exemplos de problemas que podem melhorar após a interrupção do alcoolismo, porém quase todas as outras lesões melhoram em maior ou menor grau com o tratamento adequado e interrupção da ingestão de álcool.

O que a grande maioria das pessoas que bebem não sabem, é que o maior problema com o álcool são os efeitos psicológicos causados por ele.

A bebida alcoólica pode interferir drasticamente no funcionamento da memória, fato que ocorre freqüentemente com pessoas que bebem exageradamente por um longo período de tempo. Esta interferência faz com que as pessoas dominadas por este vício percam completamente sua capacidade de armazenar suas memórias recentes. Esta condição é conhecida como síndrome de Korsakoff, e pode ser muito perturbadora.

Além disso, o álcool também prejudica a capacidade de julgamento, ou seja, independente da pessoa ter bebido muito ou pouco, ela apresentará falhas em sua coordenação motora que geralmente não apresentaria se estivesse sóbria; contudo, ela terá a sensação de que nada lhe sai do controle. O fato acima explica claramente o porquê de muitos acreditarem que estão em condições de dirigir mesmo após terem bebido. Porém, este é um grande erro, pois se aqueles que bebem, inclusive em pequenas doses, não conseguem perceber nenhum de seus erros, certamente serão incapazes de perceber seus erros ao dirigir, e estes, podem ser fatais.

Embora ainda seja visto por muitos como um vício, o alcoolismo é uma doença. Uma terrível e fatal doença, colocada pela Organização Mundial de Saúde como um flagelo imediatamente abaixo do câncer e dos distúrbios cardíacos, entres as causas mais freqüentes em óbitos em todo o globo terrestre.

Algumas doenças provocadas pelo consumo de álcool: cirrose hepática, hepatite, fibrose, anemia, aumento de pressão sangüínea, lesões no pâncreas e estômago, entre outras. Finalmente, o abuso e a dependência do álcool causam problemas emocionais e sociais. Como o álcool afeta os centros emocionais no sistema límbico, os alcóolicos se tornam ansiosos, depressivos e até mesmo suicidas. Os efeitos emocionais e físicos do álcool podem contribuir para problemas conjugais e familiares, incluindo violência doméstica, bem como problemas relacionados ao trabalho, como faltas excessivas e fraco desempenho.

Embora o alcoolismo tenha efeitos devastadores no ambiente social e na saúde de uma pessoa, há tratamentos médicos e psicológicos para solucionar o problema.
 
    

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Carne: como substituir e ter todos os nutrientes necessários

Carne: como substituir e ter todos os nutrientes necessários


Antes de abordar o tema proposto, sinto a necessidade de elucidar algo sumamente importante.
O Dr. Elias Oliveira Lima, em seu livro – Sete Dias Para Começar a Viver – cita as bem aventuradas palavras do Dr. Aureo Augusto: “A necessidade da carne como alimento é a maior lenda dos tempos modernos”.

Normalmente houve-se dizer que os seres humanos são “onívoros”. Entretanto, essa classificação sustentada pela cultura através dos tempos, acabou transmitindo um aprendizado totalmente distorcido do que na verdade consiste sua correta classificação. Embora grande parcela da população mundial pratique uma dieta de amplos produtos de origem animal, isso não altera nossa estrutura anatômica e fisiológica próprias de seres vegetarianos.

O Dr. Milton Mills Diretor Associado da – of Preventive Medicine with the Physicians Committe e for Responsible Medicine (PCRM) – afirma que “segundo a anatomia e a fisiologia, somos vegetarianos.
Os seres humanos possuem a estrutura do sistema gastrointestinal de um herbívoro”.
Acreditemos ou não, sua afirmação está em plena harmonia com o relato bíblico de Gênesis 1:29 e 3:18, onde Deus declara ao homem: “…tenho vos dado todas as ervas que dão semente e se acham na superficie da terra, e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento”. “…comerás a erva do campo”.
Os versículos 29 do capítulo 1 e o 18 do capítulo 3 de Genesis são claramente explicados pela escritora americana EWG: Cereais, frutas, nozes e verduras constituem o regime dietético escolhido por nosso Criador”. CSRA, 81.

Em nossos dias muitos profissionais ligados a área da saúde insistem em afirmar que não podemos deixar a carne como alimento por ser ela fonte de proteína.
Outros chegam ao ponto de dizer que os vegetarianos tendem a ficar fracos e anêmicos em virtude de não terem em sua dieta alimentos de origem animal.
Mas, você acha que Deus, que nos criou, errou ao designar a alimentação vegetariana como a ideal desde o princípio? Observe o que diz a escritora EGW: “Escolhendo a comida do homem, no Éden, mostrou o Senhor qual era o melhor regime”. CSRA, 374.

Parece que a história de Daniel e seus amigos se repete em nossos dias.
O relato bíblico revela o que estes jovens provaram naquela ocasião, veja: “ao fim de dez dias, a sua aparência era melhor; estavam eles mais robustos do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei”.
Daniel 1:15. Sim amigo(a), eles provaram que os vegetais são suficientes para uma boa nutrição, conforme diz a escritora EGW: “Os cereais, frutas, nozes e verduras contêm todas as propriedades nutritivas necessárias a formar um bom sangue. Estes elementos não são tão bem, ou tão plenamente supridos pelo regime cárneo.
Houvesse o uso da carne sido essencial à saúde e à força, e o alimento animal haveria sido incluído no regime do homem desde o princípio”.  CBV, 316.

O Dr. Aureo Augusto diz que “quase todas as pessoas pensam que a carne é a melhor e maior (se não a única) fonte de proteínas”.
Todavia, o problema se torna ainda mais agravante quando a maioria dos que assim pensam, nem sequer sabem o que é proteína.
Evidentemente elas têm papel fundamental em nosso organismo, conforme expressa o Dr. Eric Slywitch em seu livro Alimentação sem carne:
As proteínas são necessárias para a construção e manutenção dos tecidos corporais (pele, músculos, ossos e muitos outros), enzimas e hormônios do nosso organismo”.
Por outro lado, “quando ingeridas em excesso, podem induzir ao envelhecimento precoce, ao promover o desgaste dos rins, pois o ser humano envelhece na mesma velocidade que seus rins”. Dr. Silmar Cristo.
As proteínas são constituídas por aminoácidos.
Ao ingerirmos alimentos que contém proteína em sua composição, elas são desintegradas em aminoácidos pela ação digestiva e em seguida estes são absorvidos.
Dos 200 tipos de aminoácidos presentes na natureza, apenas 20 são metabolizados (ou utilizados) pelo organismo humano.
Destes, precisamos ingerir apenas nove, os quais pertencem ao grupo dos essenciais.

Antigamente, supunha-se que apenas as proteínas animais continham todos os aminoácidos. Entretanto, há muito se sabe que as proteínas vegetais também contêm todos os aminoácidos em quantidades diversas”.
Convém compreender que todos os aminoácidos essenciais podem ser obtidos diversificando o consumo de alimentos vegetais, cada um dos quais com uma qualidade e quantidade diferentes de aminoácidos.
Para citar apenas um exemplo, a proteína dos cereais é relativamente pobre no aminoácido lisina, enquanto as hortaliças contêm muita lisina. Basta apenas que haja variação (verduras, frutas e grãos) para que a necessidade proteica seja satisfatoriamente coberta dentro do reino vegetal”. (Dr. Elias Oliveira Lima).

Como diz ainda o Dr. Elias Oliveira, “que tal deixar os cadáveres de animais de lado. Para o mínimo de bem que trazem não compensa a enormidade do mal que acarretam”. Visto que “a ingestão de proteínas de origem animal é acompanhada pela ingestão de gorduras saturadas, que estão diretamente relacionadas com padecimentos cardiovasculares”.( Dr. Silmar Cristo).

 
Quando se abandona a carne, deve-se substituí-la com uma variedade de cereais, nozes, verduras e frutas…”. CBV, 316. Vejamos, pois, como podemos substituir a carne em nossa dieta:
 
Deve-se seguir um regime alimentar equilibrado e variado com base em produtos naturais de qualidade.
A proteína está presente em: Cereais Integrais: (aveia, centeio, cevada, milho, arroz integral, macarrão integral, pão integral…). Leguminosas: (soja, lentilha, ervilha, grão de bico, tofu, e todos os feijões…). Nas oleaginosas (amendoim, amêndoa, pistache, castanha do pará, avelã, nozes…). Nas sementes: (Abóbora, girassol, linhaça, gergelim…).
Lembre-se, “nos cereais, nas frutas, nas verduras e nas nozes, encontram-se todos os elementos alimentares de que necessitamos”. CSRA, 92.

Por Adriano Santos – Harmonia com as leis naturais

Referências:
  • http://emedix.uol.com.br/dia/ali004_1f_bifeassado.php
  • http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/13184785/Segun-la-Anatomia-y-la-Fisiologia-somos-Vegetarianos.html
  • o   Medicina e Salvação, 274
  • o   Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 374
  • o   Idem, 81
  • o   Idem, 92
  • o   A Ciência do Bom Viver, 316
  • o   http://www.advir.com.br/sermoes/semoes_c_carnecomoalimento.html
  • o   Alimentação Sem Carne
  • o   Saúde e Longevidade em 12 passos;
  • o   Sete dias para começar a viver;
http://www.tudoparavegetarianos.com.br/materias/alimentacao/carne-como-substituir-e-ter-todos-os-nutrientes-necessarios/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+portaltudoparavegetarianos+%28Tudo+para+Vegetarianos%29

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